As luzes
coloridas rodavam e piscavam e aquele quinto shot de tequila tava fazendo
um efeito sensacional. Fumaça, perfumes e a mente rodando que parecia que meu
cérebro chacoalhava dentro do crânio. Era eu vivendo e era eu vendo e os dois
pareciam se divertir. Molhado do suor, enclausurado pelas quatro paredes, intoxicado
pela bebida, falta de remédios e de rumo, as pessoas dançando como se o dia não
fosse raiar. Quero que tudo continue eternamente mas desesperado para acabar.
Cheiro de rosas, um pouco de cítrico; a música falava e cheirava e o lugar era
a espelunca mais bela que já se viu. Eternamente eternamente; dor de cabeça me
espere amanhã docemente. Kirk estava lá.
Luz que ofusca e o suor bateu e
esfriou na roupa. Tentativa de manter os olhos abertos frente a frente com o
torpor de enfrentar o dia.
Luz que ofusca e o suor bateu e
esfriou na roupa. Tentativa de dirigir achando que bêbado dirige melhor.
Acidente; acidente. Agora eram as
luzes dos postes e outros carros. Voltei a boate.
Uma cerveja e uma tequila e a linda
perdição estava completa. A doidinha do meu lado me tascou um beijo e a coisa
ficou melhor. Dor, satisfação, empolgação, perdição, forte torpor e vômito. A
menina foi embora. Não queria ver ninguém e eu mesmo tava cansado de ver duplo.
Tentação e firme descompensação. Tudo o mais era tudo o mais e estava lá
também.

Meu, seus textos são muitos bons, sempre venho ler. Poste mais. Parabéns :)
ResponderExcluirSe puder leia o último. gostei bastante. tou voltando a escrever poesia.
ExcluirAbraço