Quanto
de mim sou eu?
E
quanto deu a conta da farmácia?
De
mim saiu grito, chatice, choro e falsidade
Da
farmácia a promessa
No meu estômago uma faxina elaborada
No meu estômago uma faxina elaborada
Na
minha cabeça, decisões aclaradas
O
desespero decantou.
O
corpo relaxou
Adendo
eu perdi a fome
Ganhei
concentração
Feliz,
tranquilo, afiado
Então,
as vezes tédio
Minha
mãe se enganou no orfanato
Meu
nome é CLONAZEPAM
Então
quem escreve esse poema?
Quanto
dele é escrito pelo cara
Que
viveu 24 anos com o nome errado?
Quem
é o responsável pela farmacologia?
Qual
o meu princípio ativo?
Eu
atiro, ahhhhh eu atiro!
Só
pra saber se quem morre sou eu ou o medicamento
E
se quem dorme na minha cama agora é cadáver
Se
quem fala por mim é um cadáver,
Ama
por mim cadáver!
Se
quem escreve esses versos é um cadáver, quem sou eu?
Só
sei que não sou 2 miligramas

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