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Mostrando postagens de maio, 2014

VIAGEM

Aquela viagem seria minha única salvação. A  porra dos meus companheiros de trabalho achavam que eu estava desenvolvendo uma esquizofrenia: eu, um médico formado e com 2 anos de residência em psiquiatria. Formado na merda da USP e me tornei o psiquiatra mais jovem no hospital Dom Pedro II. Eu continuava o trabalho de Nise da Silveira; aquele complô contra mim tinha de acabar. Caralho, caralho, caralho! A vadia da minha mulher me deixou pois de acordo com ela “eu estava me dedicando só ao meu trabalho e não tinha nenhum tempo para o nosso relacionamento. Por causa da maldita eu tive que ir morar na minha sala no hospital. Minha dedicação era integral e eu estava desenvolvendo técnicas nunca antes vistas no Brasil. Gênio, eu sou um gênio. Sempre fui. Desde criança minhas conquistas escolares superavam de modo incomparável as de meus colegas. Não havia competição para saber quem era o mais inteligente, capaz, sagaz e com o futuro garantido e perfeitamente desenhado para o sucess...
Olhando Frederico Gonzalez de Moraes fredericojg@yahoo.com.br Embrulho de bala, caixa de papelão de sabão em pó, dois pés descobertos: dois pés descobertos e o resto do corpo coberto por um cobertor e malas ao redor e umas roupas ao lado e pés descobertos. Calçada, calçada, rua; rua e faixa de pedestres e outra calçada e um, dois, três, quatro chicletes colados quase formando um círculo. Sapato marrom, tênis branco, sandália, chinelo e o chinelo era azul do lado azul nas tiras e provavelmente azul embaixo mas em cima era branco. Era branco originalmente mas estava meio amarronzado de sujeira. Estava amarronzado de sujeira e de algo preto também, talvez queimada de cana de açúcar. Meia branca, meia cinza, meia preta. Meias nos sapatos, tênis e chinelos. Cabelo na rua, mais de uma pessoa. Rua e outra calçada. Beirada de uma árvore. Canteiro e rodas de carro. Papel de bombom, e é aquele que eu gosto e não é muito doce e pode comer vários. Roda de carro, roda de bicicleta e de...
Mudanças Frederico Gonzalez de Moraes fredericojg@yahoo.com.br             As mudanças (psicológicas ou materiais) tendem a nos manter num certo limbo em que muitas vezes nos encontramos paralisados. Estou me mudando de Ribeirao Preto para Sao josé do Rio Preto.Isso para quem é ansioso é um sacrifício não saber para onde iremos em um curto período de tempo (mudarei em mais ou menos 2 meses).             Separar os livros, encaixotá-los; separar pequenos utensílios, encaixotá-los; separar seus sentimentos, saber mantê-los fora da caixa.             Fica claro que se deve manter uma linha bamba entre estar vivendo na casa antiga e estar já vivendo (nas preocupações e antecipações) na casa nova. E essas preocupações e antecipações precisam do seu espaço (tanto no planejamento como uma bela caixa na sua men...