Aquela viagem seria minha única salvação. A porra dos meus companheiros de trabalho achavam que eu estava desenvolvendo uma esquizofrenia: eu, um médico formado e com 2 anos de residência em psiquiatria. Formado na merda da USP e me tornei o psiquiatra mais jovem no hospital Dom Pedro II. Eu continuava o trabalho de Nise da Silveira; aquele complô contra mim tinha de acabar. Caralho, caralho, caralho! A vadia da minha mulher me deixou pois de acordo com ela “eu estava me dedicando só ao meu trabalho e não tinha nenhum tempo para o nosso relacionamento. Por causa da maldita eu tive que ir morar na minha sala no hospital. Minha dedicação era integral e eu estava desenvolvendo técnicas nunca antes vistas no Brasil. Gênio, eu sou um gênio. Sempre fui. Desde criança minhas conquistas escolares superavam de modo incomparável as de meus colegas. Não havia competição para saber quem era o mais inteligente, capaz, sagaz e com o futuro garantido e perfeitamente desenhado para o sucess...