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Mostrando postagens de julho, 2014

Já se esqueceu de algo...

Maldição(Inferno) de onde vêm todo esse sangue? Será que eu já... Não eu lembraria eu tenho certeza disso. Vamos ver. Eu acordei, tomei um banho, escovei os dentes, troquei de roupa e fui levar minha filha na aula de ballet.                         Nota mental 1: levei minha filha ao ballet (checado)             Depois de levar a minha filha no ballet eu fui ao supermercado e comprei algumas coisas.             Nota mental 2: fui ao....             Não, só ir ao supermercado não é suficiente eu preciso dos detalhes. Cadê as sacolinhas do supermercado? Ah estão na dispensa, certo, certo. E o que será que eu comprei? Verduras, legumes, leite, iogurte. Por quê será que eu não comprei carne? Não importa o que importa é qu...

Delirium Noite

As luzes  coloridas rodavam e piscavam e aquele quinto shot de tequila tava fazendo um efeito sensacional. Fumaça, perfumes e a mente rodando que parecia que meu cérebro chacoalhava dentro do crânio. Era eu vivendo e era eu vendo e os dois pareciam se divertir. Molhado do suor, enclausurado pelas quatro paredes, intoxicado pela bebida, falta de remédios e de rumo, as pessoas dançando como se o dia não fosse raiar. Quero que tudo continue eternamente mas desesperado para acabar. Cheiro de rosas, um pouco de cítrico; a música falava e cheirava e o lugar era a espelunca mais bela que já se viu. Eternamente eternamente; dor de cabeça me espere amanhã docemente. Kirk estava lá.             Luz que ofusca e o suor bateu e esfriou na roupa. Tentativa de manter os olhos abertos frente a frente com o torpor de enfrentar o dia.             Luz que ofusca e o suor bateu e esfr...

Observaçao

O poema foi escrito em 2008. Não sei o que foi acontecendo desde então. Deixo o poema falar por mim. Mas é estranho. O poder de 2mg em te transformar de um ser que mal pode ser chamado de ser em...

ODE AO RIVO˜

Quanto de mim sou eu? E quanto deu a conta da farmácia? De mim saiu grito, chatice, choro e falsidade Da farmácia a promessa No meu estômago uma faxina elaborada Na minha cabeça, decisões aclaradas O desespero decantou. O corpo relaxou Adendo eu perdi a fome Ganhei concentração Feliz, tranquilo, afiado Então, as vezes tédio Minha mãe se enganou no orfanato Meu nome é CLONAZEPAM Então quem escreve esse poema? Quanto dele é escrito pelo cara Que viveu 24 anos com o nome errado? Quem é o responsável pela farmacologia? Qual o meu princípio ativo? Eu atiro, ahhhhh eu atiro! Só pra saber se quem morre sou eu ou o medicamento E se quem dorme na minha cama agora é cadáver Se quem fala por mim é um cadáver, Ama por mim cadáver! Se quem escreve esses versos é um cadáver, quem sou eu? Só sei que não sou 2 miligramas